21 outubro, 2014

Libertação


Para aqueles que adoram ler com uma trilha sonora especial, aconselho ouvir Dancing On My Own, Thyra (Chill Out Version). A personagem me contou que vocês podem gostar.

Não se aproxime. Essa é uma dança muito particular para convites e insinuações. Não preciso de ajuda, porque agora sei mover meus pés direitinho e não vou tropeçar em qualquer estender de mão. Não dessa vez. Dois pra cá, você pra lá. Não se mexa! Quero ver o seu rosto quando eu estiver me movendo mais rápido que todas as luzes. Essa é minha deixa, minha vez de desaparecer.

Oi, você ainda lembra de mim? Fomos apresentados por ter o mesmo gosto musical. Eu mascava chiclete, e você estava na terceira cerveja. Ou quarta. Não devia nem lembrar o gosto de um beijo, mentiu seu nome e eu fingi. A combinação perfeita do desastre. Às vezes, aventuras perigosas não provocam medo. O coração acelera, o ritmo se perde no meio da conversa e a adrenalina de um roubo tomou conta de mim. Ainda bem que só um beijo, não o coração. Muito menos a alma.

Se ainda não se lembra, compartilhamos relacionamentos furados, amigos "retardados" e energias que se completavam. Cuidei de você, depois daquela briga. Você cuidou de mim, como se eu fosse sua. Mal sabia você, que de alma, eu seria o quisesse. Recusou drogas, farras mal planejadas e morenas.

Dei "tchau" ao juízo e me entreguei ao momento, aos goles de vinho amargo e me deixei viver a história de amor que dançou na primeira oportunidade. Você não tinha amor, e eu nunca teria o leão livre e encantador que você é. Cuidado com prazos de validade e garotas cruéis. Os papéis se invertem, cara. E você pode ficar sozinho, como está agora.

Vê se não se engana, esse seu papo de querer saber de mim não cola. Desgruda, para com esse papo pegajoso de "queria te ligar". Man, don't kill my vibe. É minha vez de dançar, sem você, sozinha, com quem eu quiser. Estou soltando as amarras. Chega pra lá, que esse é o seu grand finale.

Não existe mais você aqui, em lugar nenhum. Deixa eu dançar. Deixa eu. Me deixa. Deixa.
25 setembro, 2014

Eu aceito!

Uma das minhas frustrações de infância, que nem são tantas assim, é nunca ter sido capaz de imaginar o meu próprio casamento. Mesmo que eu ficasse mais velha e com tantas histórias, notícias e fotos de terceiros, nunca consegui chegar ao resultado perfeito de um sonho de toda mulher, com meu toque especial.

Aos vinte anos e com tanta gente a minha volta juntando as escovas de dente, comecei a pesquisar mais sobre o assunto para me inspirar e ajudar as minhas amigas. Não que eu pretenda me casar daqui a meses, mas é legal ter um pensamento formado sobre algo que já não parece mais tão distante assim. Sem falar que agora é legal sonhar com isso!

Montei uma playlist com as prováveis músicas que farão parte do meu casamento, especificamente na recepção, início da festa e cerimônia. O resto da festa, fica por conta da minha animação e das novidades que ainda vem por aí.


02 setembro, 2014

Minha pele sua


Arrepia, esse lar onde você agora habita. Fica à vontade, pode chegar bem mais perto que todos os outros. Não tem armadura, não. Até tinha insegurança, talvez um pouco de trauma e fragilidade à flor da pele, mas agora só tem você. Nós, em um só. Nós de cabelo, nós na garganta e um suspiro solto por aí, correndo o mundo pra dizer que livre está, mas não do seu amor. Desse ele não escapou.

O amor é libertador, livre, mesmo que ambas as almas estejam algemadas. Presas em dois corpos, que poetas e sabichões dizem que viram um. Não literalmente, mas de um lado para o outro: na cama, no sofá e na cabeça.

Ele não sai da minha cabeça. Fica saracoteando mesmo, sambando o pagode de amor que está mais pra rima sertaneja banhada a música clássica e choro. De chorinho não tem nada também, não, mas ah, se for pra chorar no seu colo, deita na minha pele, habite-a. Vou viver você, te chamar de "lar" e ficar feliz toda vez que chegar. Chega, se aprochega, venha. A tristeza cantou pra subir desde que você tocou meu coração e minha música, menos a campainha. 

Pelo amor de Deus, vê se não me deixa por aí. Vou rezar direitinho igual minha mãe me ensinou pra isso não acontecer, essa história de deixar de te ver. Não deixe minha pele sem a sua, que sua de nervoso, até inundar o sertão, São Paulo e um cinema cheio de adolescentes assistindo "Se Eu Ficar". Deixa eu ficar mais um pouco, mas aqui. Em você, com você, sem você me dizer "que cara é essa", mas "eu te amo".

Eu te amo. De corpo, alma, coração e pele, que agora sua.
22 agosto, 2014

Semana de clipes

De música chata, para mais um hit: é isso que acontece quando uma música ganha um clipe e apenas uma faixa do álbum vira um hino para milhares e milhares de pessoas. Não é à toa que os artistas viraram fábricas de videoclipes e tem pensado cada vez mais em produções criativas e que possam encantar fãs e conquistar novos seguidores.

Nessa semana, fui bombardeada com clipes novos e dei pitaco mesmo! Adoro saber de onde surgiram as ideias principais para compor os clipes, sem falar de figurino e todos os outros pontos que podem torná-los music videos de sucesso.


Sem dúvida alguma, a surpresa da semana ficou por conta da Taylor Swift. Quem acompanha e curte o som da menina "saio perfeita em todas as fotos" do interior, sabe da evolução do som da própria. Depois do romântico, fofo e doloroso Red, eu não poderia esperar por nada mais maravilhoso.

Quando Tay anunciou o lançamento do novo single, especulações jorraram por toda a minha tela. E eis que surge Shake It Off! Um tremendo tapa na cara das pessoas que insistem em pegar no pé da mocinha indefesa que não consegue ter relacionamentos duradouros.

Não é só você que passou/ passa por isso, viu Tay? #staystrong




Como postei essa semana lá no Facebook, "sai pra lá, falsificada" é o novo "rala, sua mandada" no clipe de Eu Sou a Diva que Você Quer Copiar, da Valesca Popozuda. Eu sei, não faz nenhum pouco o meu estilo, mas é tão animado e divertido que eu não posso evitar. Vai ser a trilha sonora da faxina aqui em casa!

Será que foi indireta pra alguém? A gente quer saber, Valesca.




Ah, como eu esperei por isso! Não tanto quanto o clipe da Taylor, mas eu estava esperando muito mesmo. Quem assistiu ao meu primeiro vídeo para o blog (clique aqui para ler o post), sabe da minha paixão por Haim. Talvez seja o som, as roupas ou as dancinhas das irmãs mais engraçadas ever em todos os clipes. Eu ainda não decidi o que é, mas é inevitável ouvir e não amar.

Apesar de não ser uma música dançante ou ter uma letra bonitinha, o clipe de My Song 5 tem sim Alana, Danielle e Este coreografadas e em um momento "programa do João Kleber".



Quando eu crescer, quero ser tão maravilhosa quanto a Kimbra. Ainda esse ano preciso cantar uma música dela em algum karaokê para me sentir completamente realizada. E por que não Miracle? Com uma vibe super Michael Jackson, e seguindo a linha de Cameo Lover e Two Way Street, me arrisco em dizer que é a melhor música do álbum e um dos melhores trabalhos da mesma. 

Não curto muito o lado nonsense dela, fico confusa.



Não é bebida, muito menos drogas... é amor mesmo! E é nessa coisa toda de mulher loucamenta apaixonada e dedicada estilo Lana del Rey que a Tove Lo vem com o clipe de Not On Drugs, que em várias partes tem a intenção de fazer com que quem está assistindo se sinta dopado. Mas só de amor, tá? 



Fiquei com vergonha só de postar essa foto aqui, mas como é a capa do single, não tinha escapatória. Até aí já deu pra notar a minha decepção com o clipe da vez da Nicki Minaj.

Achei apelativo demais e a música não é legal. Em vários momentos, fiquei com medo da Nicki e a parte legal do clipe foi a que o Drake apareceu, e olha que ele não fez nada. Só estava ali sentado para apreciar a mesma dancinha sensual que ela fez para o Lil Wayne no Billboard Award, em 2013.

Será que a Rihanna ficou com ciúmes?



Ainda é Sexta e o clipe de Bang Bang ainda não saiu, mas enquanto nada acontece e as possibilidades da Ariana estragar o clipe ainda são pequenas, vamos continuar ouvindo até a letra estar devidamente decorada.


Qual desses lançamentos da semana é o seu favorito? Algum ficou de fora? Conta pra mim!
19 agosto, 2014

Amor de metrô


É assim que funciona: evito a escada rolante, faço exercício descendo lentamente degrau por degrau. O resto das pessoas preguiçosas vão se aglomerando, uma por uma e de repente, todas em um espaço único, mínimo. Eu diria carência, mas é só pressa. E a pressa é um mal a qual não estou disponível. Acordo mais cedo para não ter que correr e mesmo assim, ainda tem gente fazendo apostas, cruzando os dedos para ver quem consegue lugar ou não.

Meu nome é Kevin, e na firma eu sou o estagiário. Classe sofredora, eu sei. Sempre tiro umas histórias engraçadas, então não é de todo ruim. São cinco da matina e ainda estou descendo as escadas em direção ao metrô. Lugar interessante, com pessoas interessantes. Eu que mal posso escrever com letra descente, escreveria um livro sobre as peculiaridades daqui. Sobre o silêncio do sono e o sono das interações.

Um mar de pessoas, mas um mar calmo. Nada em dia de tempestade. Só um monte de água parada, branda e egoísta. Ninguém aqui se importa muito com os "olás". São todos robôs Star Wars cumprindo com sua programação. Mentes controladas por relógios e patrões rabugentos com super poderes cruéis, um deles, o de descontar do salário. Esse dói no bolso e bem doído!

Passo cartão. Rodo a roleta. Passo, passo, passo, paro. Anúncio da parede. Continuo. Passo, passo, passo. Não tem pra onde correr. Escada rolante, lá vou eu. Fones de ouvido. The Script.

Central do Brasil. Placas, máquina de salgadinhos que não funciona e é espancada todo santo dia. Bolsas pesadas, uniformes devidamente passados e coques no alto da cabeça. Idiomas que eu desconhecia até o presente momento e eu. Aleatório. Moletom preto, jeans e vans. Fora o óculos e o cabelo desgrenhado. Se minha mãe ainda morasse comigo, faria eu voltar da porta e vestir algo mais "coxinha".

Tentei mirar algum rosto conhecido, mas é impressionante o quanto esse mundão é pequeno e mesmo assim, ainda cabe mais uma personalidade a ser descoberta. Eu me surpreendo até com o silêncio e me refugio em mais música, no meu espaço e afastado da faixa amarela. Sem zoações, mas tenho medo de ser empurrado por algum retardado.

Assisto jornal, né. Cresci.

Passa um lotado e para. Fico parado também, encarando e abismado com todas aquelas pessoas se espremendo dentro dos vagões como se fossem massinhas de modelar do meu irmão caçula. Ninguém vai ficar menor, ou dar espaço para o outro. Isso é fisicamente impossível. Será que eles nunca viram isso em Física I? Meu professor teria feito um gesto francês e dito "tolice", depois de gargalhar da ignorância alheia.

Eu só fiquei assustado. Parado e, de repente, sozinho.

Um minutos, dois, três e mais algumas pessoas começam a aparecer, parar em frente ao espelho, ajeitar o cabelo ou admirar a silhueta. Fiquei intrigado com aquilo e tentei fazer o mesmo. Tudo o que vi era o que eu evitava no espelho do banheiro ao me barbear. Inevitável ser o que sou.

Mais vagões chegam e para minha sorte, vazios.

Como todas as crianças, gosto de sentar próximo a janela. O fluxo de pessoas entrando e saindo dos vagões, fora as pessoas que vagam pelas estações esperando não sei o quê me deixa maravilhado. Não sei como escolhi exatas, se sou tão humano, mesmo na minha. Só observando. E cantando baixinho, parecendo um idiota para o resto das pessoas indispostas até para ouvirem algo.

Portas se abrem, bocejo e... espera! Uma garota. Pera! Quantos anos eu tenho mesmo? Uma mulher e não é como as mulheres que costumo ver pela manhã. Cachos caídos até a altura dos cotovelos, morena pálida com saia até os joelhos e uma blusa branca. Converse legal!

Espera! Ela olhou pra mim. Desvia o olhar idiota, anda logo! Tento olhar pra janela, mas ainda sim vejo o reflexo dela. Séria, agora domando todos aqueles cachos em um coque desajeitado. Sexy, mas não como aquelas garotas daqueles sites. Sabem? Claro que sabem. Tudo o que eu podia ver eram tornozelos e braços. Fora o pescoço e as bochechas corando, ao me notar espiando novamente.

Merda! Retardado. Volta pra janela. Aumentei o volume da música para não pensar no quanto eu estava parecendo uma psicopata caçando por uma nova presa. No reflexo, a vi cantando sem música, sem fone. Quase que baixinho. Quase, porque eu podia ouvi-la perfeitamente. Doce. Sozinha, e notada. Uma figura aleatória, assim como... eu?


Continua...