08 março, 2015

#comebackthaisproject - Adeus


Foi bom partir com todos os momentos felizes. Passar por essa porta que, de fato nem existe, e que é totalmente simbólica, sem ódio ou rancor foi um alívio. Não sei para onde estou indo e nem onde vou parar. Voltar não é uma opção, e amar não tem escolha. O mundo lá fora me espera, repleto de cores novas e bem vivas. Respiro fundo, pé direito... Eu estou viva.

Não sou boa em despedidas. Não tenho cara de "tchau" e sou mais do tipo que prefere encontros calorosos. Não sei lidar com a possibilidade de mover o pé esquerdo e finalmente, dizer "olá" ao fim e de uma vez, bater a porta. Vou voltar, rápido, pra ver se não estou me esquecendo de nada. Prometo não demorar. 

Aqui costumava ser o nosso lar. Construímos com sonhos, e a madeira só deu o toque final. Se eu ficar mais um pouco, fechar os olhos e respirar fundo, ainda vou sentir o cheiro natural de lavanda combinado com o aroma das velas decoradas que estão em cada janela desse lugar. Cuidar dos detalhes desse lugar, agora vazio e cheio de ecos, era a diversão. Nos acolhia, o encanto, dos dias mais perfumados ao som da chuva, Dione e com café. 

Abro os olhos, mas só vejo caixas empilhadas. Você está parado, encarando as escadas também de madeira, como se a solução para todas as crises do mundo resolvessem descer correndo em sua direção. Logo você, que sempre teve seus dois pés fincados ao chão, voando. Mal sabe que nunca conseguiu me segurar, mantendo-me nas nuvens. 

Talvez seja por isso que eu esteja partindo. Você teve e terá meus mais sinceros sentimentos. Todos puros. Meu corpo nunca foi uma caixa, guardando meu coração no escuro. A luz podia entrar e iluminar o quanto quisesse, mesmo que fosse para mostrar onde meus sentimentos estavam indo. Por que os deixou? Por que não voltou? Sinto falta do calor, da sensação do amor, de amar e ser amada por algo tão único e singular. Temo não sentir ou ter algo semelhante na vida. Deixe minha esperança na prateleira. Eu volto pra buscar, quando estiver pronta para acreditar e ser feliz, mesmo que de novo, de uma vez por todas ou pela primeira vez. 

Você sempre será a luz. Mesmo que em trajes escuros, terá sempre um significado, um motivo parar pensar e ligar. E que eu não volte! Respeito sua opinião, mas não se feche. Não se deixe, não me esqueça nessas caixas. Não mude. Não dá pra guardar 260 dias em uma caixa, nem uma casa, muito menos um amor. Eu mal consigo guardar em mim! 

Não me olhe assim, como se fosse correr e bater a porta. Você já me deixou ir antes que eu saísse. E me beijou com quê de "adeus". 

Adeus.
27 fevereiro, 2015

5 coisas para me deixar feliz

De uns tempos pra cá, precisei relembrar coisas que definitivamente faziam minha vida ter um pouco mais de sentido. E mais que isso, deixá-la mais divertida e aparentemente colorida. Não é fácil listar aspectos que provavelmente não farão sentido para outras pessoas e durante a correria e com tantas coisas tão mais adultas e obrigatórias a serem feitas, mas há momentos em que devemos (não só eu, ok?) prestar devida atenção em detalhes que façam a diferença em uma atitude, ou em um sorriso.

Você se deve isso.

Aqui estão cinco atitudes e atividades que me fazem rir por dentro e por fora. Que fazem o coração parecer uma bomba de confetes e glitter explodindo! Ok, poderia ser menos chamativo, mas é assim que me sinto e eu recomendo.


Fazer amigos. Quando alguém não está com a cara literalmente enfiada no celular, tablet ou qualquer outro aparato eletrônico, está correndo. E não estou falando de exercício, não! Apostando corrida quase que com carros, ônibus e meios de transporte quase velozes e furiosos para fazer algo ou chegar em algum lugar. Não dá tempo de perguntar a hora, muito menos em que estação estamos.

As pessoas andam muito ocupadas com seus respectivos feeds e não dão espaço, a não ser que seja mandando uma solicitação de amizade. Pera aí! Isso aqui é a vida real, amigo. Se é que posso te chamar de amigo, mesmo sem ter aceito o convite ainda.

Eu sinto falta de uma boa prosa, sobre qualquer assunto que possa enriquecer. Ou não. Ter alguém para explodir de raiva ou rir também é ótimo, de vez em quando. Muito melhor que ficar só no "kkk". E tudo isso tem se tornado tão difícil. Será que agora temos prazo de validade que só dura até o "eu estou bem, também"?



Viajar. Eu nunca sai do Rio de Janeiro e já tenho quase vinte e um. Só eu sei o quanto acho incrível pegar a estrada, mesmo que nem tão longa assim. Não faço birra, nem arrumo briga, mas sentar próxima a janela melhora tudo! Gosto de observar cada detalhe durante o caminho, às vezes até fotografo, mas só quando ninguém está olhando.


Me sentir bonita. Olha, não tem coisa mais incrível que se sentir confiante. E querendo ou não, o visual influencia muito. Não é tudo, mas se sentir bonita é tudo!


Me apaixonar. Seja por alguma atividade, algo, algum momento ou alguém. A sensação é maravilhosa e logo, logo, isso até acaba dando um up no visual: os olhos brilham e a pele melhora.


Escrever. No guardanapo, em um bloco de notas ou aqui. Não há nada nesse mundo que me deixe mais agoniada que não conseguir escrever quando minha mente cheia de ideias ou meu coração fervilhando emoções. É difícil, e tem sido difícil! Mas talvez isso deixe cada linha mais especial, mais digna de significado.
23 fevereiro, 2015

#comebackthaisproject - A Razão


Quando me perguntaram, eu não fiz questão de pensar em uma resposta. Cada pessoa possui apenas uma boca, tecnicamente não dá o direito de tomarem conta do que sai dela. Mesmo que haja mais razões para ficar em silêncio hoje, perco boa parte da minha paciência pensando até que ponto vou deixar de ouvir o que eu tenho a dizer. Será que eu não preciso de respostas? Até quando vou calar o segredo que eu devo confessar aos meus ouvidos? Eles merecem, por direito, uma explicação.

Sem rodeios ou mistérios, dessa história você já ouviu falar. De alguma boca, ela se repete, tantas vezes que novamente me pergunto se é, se já deixou de ser. Engraçado como corações confusos continuam sendo motivo para preencher o vazio dessas linhas. Vazia. Sinto um buraco devastador toda vez que lembro que, mais uma vez, deixei minha razão em casa, tipo guarda-chuva. E olha que minha mãe avisou, "vem tempestade por aí". Ela meio que não errou e voltei pela metade.

Dizem que sou romântica e quando tento mudar de assunto, eu volto pra cá. Uma tela particular, onde não uso tinta, mas se for pra fazer chover, que lágrimas sejam derramadas. Que haja o dilúvio! Não gosto de economizar em arte, que antes dor fora motivo de isolamento, silêncio. Eu temo o silêncio, o nada, o meu vazio. Prefiro me sentir livre: do sofrimento, das mentiras e do que aparentemente colorido, na verdade, não chegam até vinte e cinco tons de cinza.

Eu não deveria revelar, mas se estou me fazendo um favor, por favor, misericórdia de mim. Não quero guardar em mim o cheiro de hortelã e cigarros recém acesos em mim para sempre. Sempre é distante, longo e desconhecido. Por mais que seja atraente o mistério, eu o temo. Não sei onde vai parar. Se eu dou um passo, o próximo pode ser o fim. Estou cansada de terminar histórias que mal começaram, que não tiveram sua vez. Elas precisam ser vividas até o final de trinta linhas, e não durar um refrão e só.

Só. Ele cantou "I wanna make you happy" e contou que estava só. Imaginei que só brincando. Eu hesitei, passei, mas me puxou de volta. Soltei um "pode deixar" e deixei pra lá, de lado, mas só a razão. O coração desligou os sentidos, todos eles. Borboletas assumiram o controle e a programação era outra, de uma hora pra até agora.
09 janeiro, 2015

What I wore: Elegant and bold


Ontem foi dia do fotógrafo e como comentei no post anterior, estou participando do Projeto 365. No desespero de conseguir fazer uma homenagem digna e relembrar os meus dias de fotógrafa amadora, jovem e cheia de sonhos, convidei um amigo para me ajudar com uma foto e acabei ganhando várias de presente. Não preciso nem dizer que acabei me empolgando e que em mais ou menos dez minutos, conseguimos milhares de fotos, né?

Tudo bem, nem tanto assim, mas consegui o suficiente para montar um post falando sobre o meu novo visual e looks que tenho usado desde o segundo semestre do ano passado, graças a correria e ao teatro.

Ano passado, prometi para mim mesma que deixaria o meu visual mais natural possível. E eu não estou falando só de maquiagem, não. Cabelo principalmente! Com o calor e os danos das tinturas e escovas, sem falar da preguiça, decidi dar um tempo de tudo que causasse danos a minha aparência e, ó, adorei o resultado. Nunca estive tão satisfeita comigo mesma e isso é demais!

Dicas? Melhorei bastante a minha alimentação, bebo muita água durante o dia e uso maquiagem só em ocasiões importantes, fora isso, pó bronzeador, corretivo e rímel, e se eu não estiver com preguiça. Ah, e passei a me exercitar e usar protetor solar todos os dias.


Resultados? Sim, muitos! Na época do fim do ensino médio, tive acne e sofri com todo aquele drama do roacutan e hoje não tenho mais vergonha de olhar nos olhos de ninguém e admiro meu rosto todos os dias pela manhã. Nessas fotos, não dá pra ver muita coisa, mas se você me acompanha no instagram pode ver que, de vez em quando, posto umas fotos sem filtro e sem maquiagem. Pra outras pessoas, isso pode parecer simples, mas pra mim é um baita avanço, viu?


Agora vamos para a parte ($$$) do look. Depois que entrei no teatro, tive que bolar um jeito de me sentir confortável, despojada e bonita. No começo das aulas eu não me importava muito, mas depois que vi que precisaria estar arrumada para possíveis passeios ou saídas com os amigos, comecei a me preocupar. Foi aí que lembrei da Vanessa Hudgens, uma vez diva, sempre diva, e comecei a comprar peças boho e nunca mais parei.

Ok, não é pra tanto de novo, mas isso influenciou muito o meu guarda-roupa.


Esse é um típico look que resume todas as outras peças semelhantes que eu tenho. A blusa ciganinha, a calça e o cordão com pingente de chave são da Forever 21 aqui do Rio. A sapatilha e o óculos são de lojinhas aqui de Piabetá (Magé - RJ), e os brincos e anéis da caixinha de acessórios da minha mãe.


Como estava muito quente, tipo burning hell, usei o batom Savana Mate da Contém 1g (já falei sobre ele aqui), corretivo Velvet também da Contém 1g, pó compacto Intense da O Boticário, blush na cor pêssego da Natura, pó para contorno da Dailus e rímel da Maybelline.








04 janeiro, 2015

(365) dias com ela



2015 chegou com tudo e eu estou mais determinada que nunca. Logo na hora da virada, lá em Copacabana, me lembrei do Projeto 365 que eu tentava seguir na época do Flickr e nunca conseguia terminar, e não hesitei. Comecei com o primeiro "click" ali mesmo, na beira da praia, feliz da vida.

O Projeto 365 consiste em postar uma foto por dia em qualquer rede social, ou apenas armazenar durante 365 dias seguidos. Fácil? Não. Divertido? Sim! Desafiador? Mais ainda. É ótimo para quem quer se dedicar a algo e ao longo dos dias, você pode pré-determinar temas e expandir horizontes.

Como comentei, comecei o meu lá no instagram e trouxe as primeiras fotos da semana para comentar um pouco sobre elas. Não se esqueçam de que vale usar a criatividade, sem deixar de aproveitar o momento em si.


1/365: Passei pela primeira vez a virada na praia de Copacabana e, ó, foi incrível! A sensação é de que estão derramando glitter no céu. Tudo foi muito tranquilo e o único problema foi eu ter perdido o par de chinelos de uma vez só na hora de pular a sétima onda. Valeu, Iemanjá! Muitos sapatos novos no armário esse ano.


2/365: Depois de tanta festa, mais festa! Passei o segundo dia do ano comemorando o aniversário de um grande amigo que foi o motivo das próximas fotos.
Tchau dieta! A gente se vê depois, tá?


3/365: O Ulisses me fez uma baita surpresa e me presenteou com o CD mais perfeito de 2014! Aguardem mais fotos e um post especial sobre o mesmo ao longo do ano.


4/365: A foto de hoje foi com uma das polaroids que vem no CD da minha querida Taylor Swift. Peguei alguns raminhos que estavam caídos na mesa e tentei montar uma moldura.

E você, já começou seu projeto fotográfico? Deixe os links nos comentários!